Gratidão

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

no cantinho da casa!: "pela graça sois salvos"

no cantinho da casa!: "pela graça sois salvos": A humanidade em Adão foi sentenciada à morte por causa do pecado e o único caminho para livrar-se desta sentença “é mediante a fé por meio ...

"pela graça sois salvos"

A humanidade em Adão foi sentenciada à morte por causa do pecado e o único caminho para livrar-se desta sentença “é mediante a fé por meio de Jesus” (Romanos 5.1). E não há vontade, esforço ou mesmo uma linda obra por parte do homem que venha ao menos facilitar isto. Afinal, é “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. Efésios 2.8-9

Juliano Costa de Souza

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Frases curtas e reflexões demoradas.

Todo nascimento de uma criança é um milagre, mas nenhum se compara ao de Jesus.

Cultuar a Deus é sagrado, cultuar a mim mesmo é pecado.

Se Jesus for apenas um exemplo de vida, você ainda não entendeu nada, porque Jesus é bem mais que isto, é o único Salvador.

A vinda de Cristo ao mundo vai muito além do que um simples marco na humanidade.


O ser humano pecador jamais se tornaria justo apenas seguindo o exemplo de Cristo. É preciso aceitá-lo como o único salvador.


Ninguém deixa de ir ao trabalho por ele ser chato e ninguém deixa de ouvir o chefe por ele ser chato, mas deixa de ir à igreja dizendo que é chato. Por que isto acontece? Igreja não é show e não é um evento que se chama culto com ingresso comprado. Igreja é para adorar e estar em comunhão com pessoas amadas por Cristo. O culto se torna chato quanto você não está interessado em Deus, mas será chato até você precisar dele.

By: Juliano Costa de Souza

domingo, 17 de novembro de 2013

Corrupção.

Corrupção é como colocar uma cadeira sobre o pé de alguém e assentar-se nela, ver o sofrimento no olhar da pessoa, escutar gemidos de dor e ainda assim continuar assentado ali.

Juliano Costa de Souza

José (s) do passado, José (s) de hoje.

Duas das cenas mais nobres da história foram protagonizadas por José (do Egito) e por José (quando noivo de Maria, mãe de Jesus). O primeiro correu de uma mulher casada, pois era honesto e temente a Deus e o segundo para não difamar Maria resolveu deixá-la sem alarde.


Dezenas de séculos depois, duas das cenas mais ridículas foram protagonizadas por José(s). Ambos são políticos brasileiros. O primeiro ergueu o braço esquerdo e o segundo também. A atitude mais nobre seria abaixar a cabeça e dizer: eu errei.

Juliano Costa de Souza.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Conforto do Conservadorismo. resumo.

“O mero tradicionalismo é uma coisa que mata”, assim está registrado logo no início do texto de Parker. A obra busca ainda no início, apresentar uma compreensão do tema proposto que é “o conforto do conservadorismo”. Iniciando pela expressão conforto o autor vai dizer que existe o significado das Escrituras com sentido de fortalecer ou mesmo revigorar as forças. Há ainda o sentido de fazer as pessoas se sentirem melhores. Este segundo é chamado de conforto almofada, mas este pode em longo prazo e até mesmo em curto prazo, em vez de fortalecer, irritar.
Assim, o autor diz que conservadorismo também tem dois significados: criativo que é revolucionário e inteligente, já o segundo é turrão, obstinado, cego e está preso ao passado. Se não conhecer a base do conservadorismo, a compreensão será errada e concluirá como se fosse um movimento separatista e alienado.
Para o conservadorismo criativo, a utilização da tradição, não a tem como recurso final e portanto, como autoridade absoluta, mas é um recurso importante que auxilia à compreensão das Escrituras.
Um pouco adiante, o autor trabalha a questão da imposição da tradição. Ele faz uma dura crítica a este tipo de tradicionalismo o chama de “tradicionalismo tirano”.
Discutindo a natureza da tradição cristã, o autor volta a lembrar que o tradicionalismo tem o significado de conservadorismo e ainda lembra que existe a tradição cega e cegadora, mas existe a tradição sábia e esclarecedora.
É pertinente lembrar que “a tradição caracteriza as comunidades”: ao dizer isto, autor lembra que não tem como haver uma comunidade sem suas tradições, pois ninguém pode dizer que está livre de tradição. Isto não pode ser negado, pois a tradição da igreja é passada através de pronunciamentos eclesiásticos oficiais, cânticos, catequese, pregação, ensino, etc. Assim, o problema não são as tradições e nem se quer é problema ter ou não tradição, o grande problema é se as nossas tradições estiverem em desacordo com a Bíblia, pois as Escrituras são o padrão absoluto.
As tradições existentes hoje iniciaram com atos contemporâneos de “exegese, exposição e aplicação das verdades bíblicas”. Diante disto, deve-se considerar que as tradições podem ser parcialmente certas e parcialmente erradas, pois desde o início da igreja cristã, o pecado já estava presente. Mas a Igreja Católica e a Ortodoxa dizem que certas partes da tradição são infalíveis, já o protestantismo nega infalibilidade da tradição e afirma infalível apenas as Escrituras. Assim, a última palavra é das Escrituras.
Os cristãos tanto podem se beneficiar como também podem ser vítimas da tradição. Beneficiados ao ver a atuação de Deus que é fiel nas gerações bem como as verdades que foram por eles recebidas. Mas é vítima, pois corre o risco de assimilar tudo como algo bom, mesmo não sendo e nem estado em conformidade com a Bíblia. Reter tudo, pelo simples fato de ter se tornado tradicional. O que se deve fazer é questionar a própria tradição para reter de fato o que e certo.
As tradições seculares se opõem as tradições cristãs. Justamente por esta razão, é que a igreja precisa sempre se reformar para que a igreja cristã possa manter firme o ensino da Palavra de Deus. É viver constantemente em uma batalha de tradição em prol do que é essencial e correto.
Existe uma vantagem na tradição cristã e os evangélicos deixam de desfrutar desta vantagem. O autor apresenta então quatro vantagens da tradição cristã: 1 – Raízes - ao conhecer a tradição cristã, pois pode-se conhecer as raízes e isto é de suma importância. Conhecer as raízes é apreciar a família da fé que nós fazemos parte. 2 – Realismo - ao conhecer a tradição, pode-se conhecer a realidade do passado e isto ajuda-nos hoje. 3 – Recursos - os recursos são ampliados, pois ganham mais sabedoria vendo do passado. O fato é que cada época, o foco de análise bíblica é diferente, com isto, pode-se aprofundar em aspectos pouco refletidos hoje. 4 – Lembretes - quando se conhece a tradição, recebe-se lembretes históricos importantes. O que foi vivido no passado, pode nortear a vida hoje para não agir erradamente como foi em alguns casos no passado.
O autor agora se dedica em falar do conservadorismo tirano e o mesmo dá o nome deste bloco de “o abuso da tradição cristã”. Temos aqui, conforme diz o autor, um diagnóstico do que parece estar errado. O desejo do autor é que cada um faça o julgamento, sendo assim, ele não está preocupado em apontar o errado, mas o erro. A obra mostra alguns verdadeiros absurdos que a tirania da tradição pode gerar, como no caso de nomear somente uma tradução como texto bíblico chegando ao ponto de acreditar que se o vocábulo for diferente, não é texto bíblico. O final disto é que esta tradição é uma verdadeira mistura completamente fora de lógica e acaba gerando homens com grandes poderem em suas mãos. Infelizmente, estes estão buscando a segurança nas estruturas imutáveis da igreja e não no relacionamento imutável com Deus através de Cristo.
Caminhando para o final do texto, Parker trabalha o lado criativo do conservadorismo e a tradição cristã. Ele diz que é sair do diagnóstico para a cura e se tem por aliviado neste ponto. O conservadorismo criativo não utiliza da tradição como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante do Deus providente para nós. Por isso, as igrejas evangélicas precisam entender isto e usar este conservadorismo criativo. Para buscar este conservadorismo criativo é preciso: ter honestidade na auto-crítica, ou seja, fazer um exame crítico na própria vida.  Requer humildade no juízo particular, lembrar que os reformadores ensinaram o julgamento particular, mostrando que ninguém pode tomar sua fé de segunda mão, mas estar submisso às Escrituras a fim de verificar se as coisas são como ensinadas. E ainda a integridade na ação moral. A Bíblia é o padrão para formar a integridade moral.


PARKER, J.I. O Conforto do Conservadorismo. In Religião de Poder. Vários autores. São Paulo: Cultura Cristã. 288 pg (p. 231-243)

Cristianismo e Liberalismo. resumo.

A obra ensina que o fundamento cristão não pode ser negado e o autor aponta o liberalismo com uma nova religião que nega este fundamento e o objetivo desta obra é apresentar a fé cristã como uma verdade que não está ultrapassada. O livro inicia levantando a questão: se a igreja primitiva que continuou e está presente hoje poderia manter-se em companhia com a ciência em tão grande modernidade? Mas a questão é justamente o fato de que o liberalismo pode ser criticado e colocado como não cristão. Sendo assim, a fé conservadora se opõe ao liberalismo para defender o cristianismo apontando os erros liberais e afirmando a veracidade das Escrituras. Considerando ainda que a fé conservadora está firmada em uma base sólida. Isto não é uma resposta às acusações sofridas e tais acusações são: 1) Violação do voto de ordenação; 2) Rejeição do governo e disciplina da Igreja Presbiteriana; 3) Desconsideração e desobediência às regras e autoridade legítima da Igreja; 4) Defesa de uma rebelde afronta contra a legítima autoridade da Igreja; 5) Recusa de cortar suas relações com a Junta Presbiteriana de Missões Estrangeiras, conforme ordem expressa do Supremo Concílio; 6) Falta de zelo e fidelidade em manter a paz da Igreja; 7) Desprezo e rebelião contra seus superiores na Igreja, nos seus legítimos conselhos, ordens e correções; 8) Quebra de seus votos e juramentos e 9) Recusa aos seus irmãos no Senhor.

Certamente a perspectiva do autor era muito intensa, pois o mesmo chama o momento vivido pela religião de um tempo de conflito. Assim, a obra afirma que “não é o cristianismo do Novo Testamento que está em conflito com a ciência, mas o suposto cristianismo da Igreja liberal moderna.” (Machen, 2001, p. 19)

A religião cristã tem como base as Escrituras e isto não a torna alienada e nem tão pouco opositora a ciência, pois a própria religião usa de recursos científicos como é o caso da história. A obra ainda vai dizer que a ciência sempre acaba se opondo a fé cristã bem como será opositora ao liberalismo. O autor do livro levanta uma questão pertinente que é: estaríamos condenados a vivier para sempre a vida cruel do utilitarismo? O livro responde que a restauração para este mal foi descoberto na religião cristã.

Com todos estes critérios, Machen conclui que o liberalismo não é nem científico e nem cristão, mas como já fora mencionado, é puramente outra religião que não tem uma fé essencialmente histórica. E cabe ainda ressaltar que há um grande problema do liberalismo tentar unir a ciência moderna ao cristianismo, fazendo assim uma conciliação. O problema é o abandono da essência que é a fé no Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A obra apresenta algumas razões que explicam o ponto de vista em definir o liberalismo teológico como uma religião não cristã.

1. O liberalismo teológico não é cristianismo porque é ilógico. O Novo Testamento não separa, por exemplo, o fato histórico de Jesus com o fato sobrenatural como os milagres. O Jesus histórico defendido pelo liberalismo, não é sobrenatural. 2. O liberalismo moderno não é cristianismo porque exclui a crença no Deus transcendente e pessoal. Este é de fato um grande problema, pois a essência do cristianismo aponta para Deus como pessoal e real e o liberalismo perdeu de vista esta essência cristã. Desta forma, o liberalismo perde de vista o Deus vivo bem como o homem pecador. 3. O liberalismo teológico não é cristianismo porque nega o dogma como elemento factual da história.

O autor desenvolve muito bem esta parte do dogma e um destaque que é feito é quanto ao apóstolo Paulo quando diz:

“Paulo não estava interessado meramente nos princípios éticos de Jesus; ele não estava interessado simplesmente nos princípios gerais da religião ou da ética. Pelo contrário, ele estava interessado na obra redentora de Cristo e no seu efeito sobre nós. Seu principal interesse era a doutrina cristã, e não apenas nos pressupostos da doutrina cristã, mas no seu cerne. Se o Cristianismo deve se tornar independente de doutrina, então o “Paulinismo” deve ser removido da raiz e das rami­ficações do Cristianismo.” (MACHEN, 2001, p.35)


Quando os fatos são narrados, percebe-se a história, mas existe o significado e isto é doutrina, portanto, cristianismo é, inerentemente, a religião do dogma bem como da história.

Em todo este processo, a Bíblia se apresenta como exclusiva, pois as ideias do cristianismo podem ser encontradas em outra religião, mas não pode haver cristianismo em outra religião. Porque o cristianismo depende da narração de um evento.

Já foi discorrido sobre a questão da doutrina e vale reiterar. Conforme se vê na obra, o cristianismo não pode ser crido independente da doutrina. Mas o texto continua discutindo outras questões importantíssimas que são: - Deus e o homem. - A Bíblia como elemento chave na fundamentação da fé cristã. – Cristo. -
Uma vez que exista diferença na mensagem destas duas religiões, a base desta diferença se encontra na interpretação da pessoa de Cristo. Para os
cristãos Cristo é o objeto da fé e para o liberal é apenas um exemplo de fé. Desta forma, percebe-se que os cristãos se relacionam religiosamente com Jesus; já os liberais não têm este relacionamento com Ele. A partir de então, o autor faz uma defesa de Jesus como Deus encarnado que não jamais pecou. – Salvação. - Esta é vista pela teologia moderna liberal a partir de um conceito antropológico, já para o cristianismo é ato exclusivamente divino. Sem dúvida que a salvação é pelo ato sacrifical de Cristo Jesus. Os liberais objetam contra a salvação cristã e dizem que esta salvação tem problemas como: A sua dependência histórica, pois eles aplicam a fé nos efeitos obtidos pela cruz, mas não na causa em si. Se o Cristianismo for aceito apenas como uma experiência religiosa não será cristianismo, pois cristianismo é histórico. Outra objeção é a exclusividade da salvação. Somente em Jesus é uma ofensa aos liberais. Assim, seria uma salvação muito estreita e limitada, pois muitos bons morrem sem Jesus. O autor responde dizendo que o problema está no modo como a igreja tem levado este nome. O liberalismo ainda vai dizer que a doutrina cristã da cruz não condiz com o caráter divino, mas a perspectiva de pecado dos liberais está inferiorizada em relação à verdade bíblica. - A igreja. - O conceito cristão de igreja é a unidade do povo mesmo que viva em lugares diferentes. A igreja do liberalismo moderno acredita que a utilidade do no cristianismo é a aplicação das “verdades morais”.


Machen, J. Gresham. Cristianismo e Liberalismo. São Paulo: Editora Os Puritanos, 2001.

A Tua Palavra é a verdade. resumo.

O livro A tua Palavra é a verdade tem como base a Palavra de Deus e de modo muito especial o evangelho de João capítulo 17.
Herminsten Maia Pereira Costa, o autor do livro, inicia afirmando que o evangelho não é uma invenção de Jesus, mas o próprio Senhor Jesus é o cumprimento de tudo o que a Palavra de Deus apresentou. Isto é, cumprimento das profecias do Antigo Testamento, pois Ele é o evangelho. Logo a seguir, o livro se preocupa em mostrar quem é Jesus através das Escrituras, mostrando a sua procedência eterna e a autoridade que Ele recebeu.
Costa apresenta em sua obra a realidade bíblica sobre Deus, pois ela revela Deus dizendo quem Ele é. Não apenas isto, o autor vai dizer também que a criação de Deus aponta para Ele dando testemunho do próprio Deus que é o criador. Este Deus criador é ainda revelado através do Filho, Jesus Cristo.
A obra agora se dedica a um tema extremamente relevante, que atinge o atual sistema religioso brasileiro tão acostumado a desfrutar e criar objetos místicos. A Bíblia como livro, não tem poder se não for utilizado. Conforme diz a autor, “A Bíblia fechada não tem poder nenhum, nem mesmo aberta funciona como talismã... Ela precisa ser lida, meditada e praticada. (COSTA, p.41, 2012). Assim, a Bíblia produzirá transformação espiritual. Após esta importante consideração, o livro discorre sobre alguns verbos sinônimos ao verbo guardar. Mas vale destacar ainda a necessidade de receber a Palavra de Deus, pois rejeitá-la é rejeitar o próprio Deus. Considerando o Salmo 119.11 onde a expressão guardar tem o sentido de preservar a mente, o coração, e os nossos atos do pecado.
Uma expressão profunda e pertinente dentro do ponto “negativamente considerando” é que usar o nome de Deus não significa relacionamento com Ele, afinal, quanto mais se conhece, mais profundo é o relacionamento. Embora Deus tenha se revelado até mesmo pela natureza, a revelação só atinge o ápice em sua Palavra. Conhecer Deus é ser conhecido por Ele também. É ter intimidade com Deus e com o seu enviado Jesus Cristo que é o próprio Deus encarnado. Sendo assim, não pode crer em Deus sem crer em seu enviado e sem crer em Cristo não se tem vida eterna. O relacionamento do Pai com o Filho é tão intenso que se por um lado, não tem como crer em um e descrer o outro, não tem como também odiar um sem odiar o outro. Este capítulo terceiro é encerrado com uma reflexão sobre a igreja e o seu sofrimento. A igreja que é um corpo chamado para ser instrumento de transformação e não de acomodação.
O capítulo quarto inicia com a declaração de Jesus afirmando que a Palavra de Deus é a verdade. Isto implica em ser clara e pura e não escondida. Hoje a ideia da verdade é relativa e acredita-se não poder encontrar a verdade absoluta. Esta crença impossibilita e desestimula a busca da verdade. A Escritura por outro lado, nos fala de verdade absoluta. Jesus é verdade e ensina sobre uma verdade. Assim, a Bíblia deve ser usada pelos servos de Deus para que haja crescimento espiritual baseado na verdade bíblica. Infelizmente, há muitos que distorcem a verdade de Deus e ensinam mentiras e vivem na mentira. Esta falsa doutrina é ensinada por pessoas privadas da verdade e grande perigo desta mentira é que ela é extremamente sedutora. Cabe, portanto, a Igreja, a prática do ensino desta verdade que é a Bíblia, pois esta é o padrão mais alto da verdade. Esta Palavra que permanece viva e atuante em nosso meio é a verdade absoluta libertadora. Destaca-se ainda a liberdade para servir, para praticar a justiça, para a santificação e especialmente para vida eterna.
Quanto à santificação, as palavras de Jesus nos ensina que além de ser imperativa, é uma ação poderosa de Deus. Não apenas isto, mas também podemos notar que Jesus está comprometido com a nossa santificação e que por estes, Jesus deu a vida. A santificação como ato divino quando os seus foram separados, mas também, cabe destacar que a santificação é algo contínuo que não terá fim enquanto estamos em vida nesta terra. O grande destaque quanto à santificação é que ela é extremamente importante na perspectiva bíblica e evidentemente divina. A seguir, o autor do livro trabalha a questão da oração como sendo guiada pelo Espírito Santo, sendo a oração, um meio de santificação.
Não se consegue viver em santidade se não combater aquilo que atrapalha o processo de santificação. O autor vem dizer da necessidade de combater o pecado. Deus não pode viver e conviver com o pecado, mas Ele mesmo, em Jesus, perdoa os pecados. Embora haja uma progressão da santificação, não implica em ser alguém melhor que o outro, pois todos são dependentes da Graça de Deus. Afinal, por mais elevada que seja a santidade de um indivíduo ela sempre será inadequada com a perfeição de Deus.
Costa comenta o texto bíblico afirmando que o cerne da oração de João 17.20 é a evangelização. A Igreja anuncia para que os elitos ouçam e creiam em Jesus Cristo. A igreja em ato de culto se manifesta como povo redimido de Deus. A evangelização é o culto da proclamação ou do testemunho que anuncia a Deus. A Igreja é o modo ordinário que Deus estabeleceu para anunciar o evangelho da salvação e esta igreja é identificada e caracterizada pela pregação da Palavra. Algo interessante que Costa desenvolve é a catolicidade da Igreja. Esta é católica no sentido correto da expressão, ou seja, universal. Isto não se limita a uma denominação, mas a todos os crentes servos de Cristo, portanto, dar esta nomenclatura a uma denominação, é reduzir o termo.
Além de todos os preciosos pontos destacados pelo livro, apontando verdades profundas, chegamos à verdade de que a Palavra é que “preserva e regulamenta a unidade da Igreja”. Este ponto se embasa em João 17.20-23.  A unidade espiritual só é possível através das Escrituras. Ao observar a oração de Jesus escrita neste texto, poderá perceber que Ele orou em prol da igreja pedindo a preservação da unidade deste povo. Unidade esta fundamentada na unidade da Trindade divina. Desta forma, não se trata de uma unidade artificial, mas embasada na fé de modo natural em sua sobrenaturalidade.
Uma vez mencionado a expressão do mistério grandioso envolvendo a Trindade, é pertinente destacar que a trindade faz-nos refletir em três realidades: o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito é Deus e os três são um só Deus. Esta doutrina exige de nós, antes de tudo, submissão à verdade das Escrituras.
Quanto à unidade da Igreja, que também é um mistério, só é possível porque Deus a tornou possível. Esta unidade não é algo externo, conforme propõe de modo muito assertivo o autor quando diz: a unidade não é um “simples companheirismo social”, “uniformidade de organização”, “uniformidade de vida” e nem tão pouco “existe em detrimento da verdade”. Este último é muito preciso, pois em nome de uma pseudo unidade valeria a mentira? É claro que não, pois esta não vem do Espírito. Não é cabível sustentar uma unidade que não está de conformidade com a verdade Bíblica. Por outro lado, a unidade é “produzida pelo Espírito” e esta não exclui a diversidade do corpo. A unidade “é em Cristo”, pois foi Jesus quem se ofereceu para garantir a unidade da Igreja. “É uma unidade essencial”, ou seja, não é qualquer um que vai viver unido, mas aqueles que nasceram de novo. Por fim, “é uma unidade de propósito” e este propósito é glorificar a Deus. Ainda que não seja unida nas coisas visíveis ou nas questões organizacional, está unida na glorificação do Deus desta igreja. Desta forma, a Igreja viverá a unidade em todos os pontos essenciais da vida cristã.
Após perceber claramente o que o autor diz sobre unidade da igreja, chegamos às últimas páginas e a preocupação é quanto ao aprendizado e desenvolvimento da comunidade de fé dentro desta unidade. É necessário haver uma unidade de serviço e para isto, deve-se investir no aperfeiçoamento dos santos. Existem os dons e os talentos e dentro desta variedade e diversidade, trabalhar em benefício da unidade de serviço e do desenvolvimento do corpo de Cristo que é a Igreja, afinal, somos responsáveis também pela manutenção desta unidade. Assim, tudo que não estiver em conformidade com a verdade, precisa ser corrigido em prol da unidade, mas lembrando de que tudo isto vem do Espírito Santo de Deus. Além de toda esta profunda verdade e necessidade, pela unidade da Igreja, o evangelho de Cristo e a unidade divina é anunciado e proclamado.



COSTA, Hermisnten Maia Pereira. A tua palavra é a verdade. Brasília: Editora Monergismo, 2012.