Neste blog será postado tudo aquilo que tem a ver com uma vida feliz. Família e familiares, amigos e saudades, viagens e despedidas, chegadas e estradas, eu e ela... minha vida e meu Redentor...
Gratidão
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Deus não vê como vê o homem.
Desde há muito
tempo, escuto pessoas dizendo que o número da besta (666) será algo colocado em
você. Por exemplo; acreditam que pode ser um chip ou mesmo uma tatuagem... Não vou
gastar tempo para detalhar todo meu pensamento sobre isto, apenas vou dizer:
Deus não precisa passar uma máquina que lê chip em você para saber se você é
dEle. Deus não precisa olhar e procurar em seu corpo uma tatuagem com números
para saber se você é dEle. Deus vê muito mais profundo e vê o que está em seu
coração.
Sendo o número
7 na Bíblia o símbolo da perfeição, o número 6 é o símbolo da imperfeição. Embora
tenha chegado perto do número 7, é apenas o número 6. Para dizer que é
completamente imperfeito; a Bíblia diz que é número 6 repetido três vezes, ou
seja: 666. Não adianta chegar perto, você precisa chegar lá. Você só chegará ao
número 7 se você reconhecer que é incapaz de sair do número 6, mas permitir que
Cristo chegue ao número 7 (perfeição) representando você.
Na verdade,
Cristo já fez tudo que era preciso fazer e fez perfeitamente. Ele sempre foi
perfeito, mas você precisa reconhecer isto. Quem não reconhece e se entrega a
Cristo, está na imperfeição (6).
By Juliano Costa de Souza
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
O que fizeram com o Evangelho?
Apenas
citar o nome de Cristo não transforma heresia em Evangelho, narcisistas em
servos, interesseiros em evangélicos. Na verdade, o nome de Cristo tem sido
usado apenas como pretexto para promoção da própria glória e para o
enriquecimento.
Juliano Costa de Souza
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
“João Calvino 500 anos: introdução ao seu pensamento e obra”
A
obra, “João Calvino 500 anos”, apresenta um conteúdo claro não apenas pelo modo
da escrita como também pela forma sistemática dos assuntos tratados que ao ser
desenvolvido, permeou com bastante profundidade as realidades que envolveram a Reforma
Protestante bem como a vida do grande reformador João Calvino.
Logo
no início, a obra se dedica em apresentar detalhes pertinentes do contexto em
que ocorreu a Reforma Protestante bem como o pano de fundo dos acontecimentos
antes dela, especialmente a decadência da Igreja Romana.
O
livro se preocupa em destacar que a Reforma, não aconteceu como um movimento de
pessoas fora da igreja, muito pelo contrário, servos de Deus, piedosos, de
dentro da Igreja Romana, é que promoveu uma revitalização, mas ocasionando a
Reforma. Reforma esta, que era revolucionária, no sentido que ao abraçá-la, era
impossível a pessoa continuar vivendo do mesmo modo. Assim, a Reforma não
apenas, gerou mudanças no pensamento religioso, como também comportamental,
pois a Reforma foi um movimento religioso bem como teológico em um tempo
marcado pelo Renascimento e o Humanismo, e aconteceu, em um período de grande
decadência moral da igreja.
A
busca de uma igreja afastada da enfermidade que a atual igreja passava e que
fosse comprometida com a Bíblia, se tornando uma igreja cada vez mais pura.
Para isto, existe a necessidade do retorno à Bíblia, que é autenticada por ela
mesma, mas este retorno e incentivo à leitura da mesma é algo extremamente
difícil, pois a taxa de analfabetismo era muito alta. Mas havia o esforço,
mesmo assim e até antes da Reforma, de aproximar a Bíblia do povo, fazendo
traduções na linguagem falada.
Após
o contexto em que ocorreu a Reforma ser apresentado, a obra se dedica em
apresentar o grande Reformador e pensador João Calvino, observando a sua vida
bem como os seus escritos. Homem que desejou analisar a Bíblia com
autenticidade, fugindo de qualquer desvio proposital em suas interpretações e
que desejou um cristianismo simples e transformador.
João
Calvino, pessoa de grande capacidade e que se dedicou aos estudos, levou sempre
uma vida sem exageros e distante de um comportamento imoral e dissoluto se
converte a Cristo por volta de 1532-1534. Tempo este em que o povo estava
vivendo um momento importante, pois as obras eram escritas e publicadas e
assim, o conhecimento estava ao alcance de mais pessoas.
João
Calvino estava inserido no contexto do humanismo, que era a valorização do
homem e que o homem poderia resolver seus problemas encontrando solução nele
mesmo, ou seja, um olhar para dentro de si mesmo. Os desejos dos homens eram
buscados não em Deus, mas a partir do que cada um podia estruturar para si. Era
a “valorização do homem pelo homem.”
Calvino,
como humanista, era aquele que valorizava o homem, que se importava e
interessava pelo homem.
Após
esta parte inicial que se encontra a apresentação de Calvino, homem que surgiu
como um grande reformador, agora o livro se dedica ao pensamento de Calvino,
iniciando pela sua hermenêutica que tinha como base a Bíblia, pois esta era
para Calvino, a palavra que não deve ser negociada.
A
Bíblia, no pensamento de Calvino, é suficiente, pois é completa e ela mesma é
quem a interpreta melhor. É o livro divino em sua origem e humano no seu
registro. Tudo isto é fato muito pertinente na época, pois era defendida na
igreja Católica a tradição como peso igual ou até superior ao da Bíblia e o
pensamento de Calvino é completamente diferente.
Para
Calvino, a Bíblia é quem direciona o viver e proceder do homem e é a revelação
suficiente e completa de Deus ocupando o centro da teologia de Calvino.
Continuando
na segunda parte do livro, que vai até ao seu final, a abordagem agora é de uma
análise do pensamento de Calvino, quanto a sua crença na doutrina da eleição.
Após
iniciar, destacando as Escrituras, a obra destaca que a eleição, é uma
abordagem Bíblica, amplamente ensinada nas Escrituras e é a partir do texto
bíblico que Calvino desenvolve a doutrina da predestinação. Além da clareza
desta verdade na Bíblia, fica evidenciado que a soberania de Deus tem um lugar
preeminente no pensamento de Calvino.
A
obra destaca com muita beleza, o fato de a eleição não ter acontecido fora de
Cristo, pois fora dele, não há salvação. Eleição esta que pressupõe a
depravação do homem, por isso, o homem está inabilitado de buscar
espiritualmente a Deus, mas Jesus é aquele que na história morreu pelos seus
que foram dados na eternidade de modo gratuito para os que são eleitos.
Fazendo
uma abordagem exegética de alguns textos, vale ressaltar a gratidão dos eleitos
por ter Deus abençoado na eternidade, benção esta comunicada ao longo da
história.
Após
o desenvolvimento do pensamento de Calvino e sua compreensão profunda quanto à
eleição, existe um olhar para o homem como imagem e semelhança de Deus. É uma
análise da antropologia bíblica na compreensão de Calvino que a obra se dedica
neste momento.
Logo
nas primeiras palavras, fica evidente que Deus é quem criou o homem, mas a
indagação sobre o homem é forte e permeia a humanidade. Embora fosse Calvino um
humanista, não o era de modo secularizado. O homem, na ótica do reformador, não
era o centro de tudo. O homem, não deve olhar para dentro de si para se
conhecer, mas deve olhar para Deus. Uma vez que é imagem e semelhança não dele
mesmo, mas de Deus. Como imagem de Deus, o homem precisa ser respeitado e este
ponto é fundamental para o convívio social. Mais uma vez, deparamos com a
valorização do homem a partir da teologia de Calvino. Afinal, o homem é aquele
amado por Deus que recebeu dele atributos.
No
capitulo sexto, Costa se dedica a espiritualidade de Calvino. Este entendia que
todo pensamento teológico se relaciona com a vida piedosa, por isso que a
teologia de Calvino, surge a partir da própria tentativa do mesmo, em
compreender e comentar a Palavra de Deus. Isto aliado ao modo de vida daquele
que ama a Deus, e a oração, são os pontos que se destacam na abordagem da obra
aqui neste capítulo. Quanto à oração, existe nos escritos de Calvino, uma
dedicação profunda e uma ampla abordagem, tal era a importância dela em seu
pensamento afirmando ser a oração o exercício da nossa fé na providência de
Deus. Assim, a oração deve ser um exercício praticado com muita frequência e a
aproximação da Bíblia é o maior estímulo da oração e é a própria Bíblia, que apresenta
o modelo de oração e não se deve recorrer a um modelo próprio de oração, tendo
como suprassumo, a oração do Senhor.
A
oração deve ocorrer, pois é uma ordem de Deus, mas quando tudo está bem,
dificilmente recorremos à oração. Calvino, diante desta realidade, apresenta a
ideia de ter uma prática sistemática de oração, para que ela não seja
negligenciada pelos cristãos. A respeito da oração pública, o texto lembra que
Calvino destaca a necessidade de uma oração clara e compreensiva para que o
povo assimile o que está sendo apresentado a Deus para a edificação de toda a
assembleia.
Percebe-se
no capítulo sétimo, a compreensão de Calvino quanto ao culto cristão. Na
teologia de Calvino, aqui é abordagem de um ponto central, afinal, o homem foi
criado para glorificar a Deus. O texto destaca o vazio do homem como a
necessidade que o mesmo tem de buscar a Deus e o culto certamente é o modo mais
amplo do retorno do homem, imagem e semelhança de Deus, para o próprio Deus
sendo o culto, completamente teocêntrico.
Na
abordagem sobre o culto, a obra aborda o sacramento da Santa Ceia. Sacramentos que
para Calvino eram sinais visíveis representando uma realidade espiritual.
Outros elementos do culto era a música com um papel importantíssimo e bastante
característico do culto protestante e a oração que era feita espontaneamente. O
culto para Calvino tinha, portanto, a Bíblia como o centro, os sacramentos que
são a santa ceia e o batismo, o canto e a oração como partes fundamentais do
culto que era uma forma de testificar a fé.
Existe
agora o destaque quanto à preocupação de Calvino frente à educação e o quanto a
educação era importante para a Reforma, bem como, para o próprio Calvino. “A
reforma e a educação” é a proposta da obra a esta altura. A reforma se
desenvolve em torno do livro sagrado e ganha força com os escritos dos
reformadores, por isso, o analfabetismo era um empecilho à expansão da Reforma.
A preocupação dos reformadores quanto à educação, não se limitava ao ensino da Bíblia,
mas uma educação ampla que ia do espiritual até o secular, pois com a educação,
o homem estaria preparado para servir a Deus na sociedade. A importância da
educação refletia não apenas nos que eram servos de Deus, mas devido a graça
comum, mesmo aqueles que não serviam a Deus, eram úteis para sociedade. E uma
prova do comprometimento de Calvino com a educação, foi instituição do ensino
gratuito e obrigatório em Genebra para todas as crianças no chamado College de
Rive e a fundação da Academia de Genebra. O que se conclui é que Calvino não
mediu esforços para criar um sistema educacional amplo a ponto de livrar o
homem da escuridão do não conhecimento.
A
obra de Costa chega ao penúltimo capítulo e agora aborda “a ética social de
Calvino”. O livro se preocupa em apresentar o pensamento no decurso da
história, destacando a compreensão católica quanto ao trabalho que dizia que
trabalho tinha como finalidade não o enriquecimento, mas a manutenção do nível
social no qual o indivíduo nasceu. A Reforma surge e resgata o pensamento
cristão do trabalho, pois este confere ao homem dignidade e valor, pois na
visão de Calvino, o trabalho era o chamado de Deus para o individuo para o progresso
de toda raça humana. Dentro do pensamento ético social de Calvino três
destaques pertinentes são feitos: o trabalho para o sustento digno, a poupança
para que haja provisão em tempos necessários e a frugalidade que é a luta
contra o desperdício, afinal, somos administradores daquilo que Deus tem nos
dado. Assim, o livro, a partir da compreensão de Calvino, chama o leitor a ser
grato a Deus.
E
por fim, o capítulo décimo, mostra como Calvino percebia a ciência e como
interagia com a mesma. O capítulo inicia dizendo que a ciência sempre começa
com um ato de fé e continua analisando a ciência e sua compreensão tanto no
passado quanto no pensamento moderno. A ciência trabalha com o experimento e
sem dúvida alguma que o conhecimento, mesmo o novo conhecimento é muito
importante sem desprezar o antigo. Depois de uma observação no desenvolvimento
científico e uma análise de grandes cientistas, a obra apresenta uma tensão ao
inserir Calvino no diálogo neste contexto de desenvolvimento científico, mas é
um engano acreditar que Calvino desprezava a ciência, o problema para a época
tinha muito mais a ver com o senso comum. Não apenas Calvino, mas o mundo
estava experimentando uma nova proposta de conhecimento a partir da observação
científica, mas as teorias de Copérnico, inovadoras, importantes, mas
absolutamente novas, nunca foram comentadas em escritos por Calvino. O fato
novo da forma da terra e de seu movimento, não era abordagem essencial de
Calvino, senão que Deus é o Criador e preservador de tudo. Nas últimas páginas
da obra há o destaque do inigualável conhecimento de Deus em contraste com
limitado conhecimento do homem. Deus como a fonte de todo conhecimento, pois é
o autor de todo conhecimento.
Enfim,
a obra é rica em detalhes e situa muito bem Calvino e a Reforma Protestante na
história e no contexto religioso, permitindo uma análise fascinante do grande
reformador João Calvino.
“Paixão pela verdade: a coerência intelectual do Evangelicalismo”
McGrath, Alister. Paixão pela verdade: a coerência
intelectual do Evangelicalismo; tradução Hope Gordon Silva. São Paulo: Shedd
Publicações, 2007.
A primeira
afirmação da obra de Alister McGrath é que o evangelicalismo é uma forma de
cristianismo bastante compromissada que o mundo ocidental desfruta. A partir
desta realidade, faz-se necessário engajar o evangelicalismo nas principais
visões do mundo. Ainda nas primeiras páginas do livro, a autor mostra que o
conceito de evangelicalismo, devido à herança fundamentalista
norte-estado-unidense, é vista de modo preconceituoso e não bem vista na
academia teológica, mas para o escritor, o evangelicalismo já tem bagagem
suficiente para estar entre as notoriedades dessa academia. Além do
fundamentalismo, destaca-se o pragmatismo do evangelicalismo, mas não realmente
prático à prática pastoral apontando para a falta de propósito da igreja. Na
parte introdutória, McGrath ainda aborda “o secularismo da academia” onde
afirma que a academia perdeu qualquer ligação e não está preocupada com o dia a
dia do povo, bem como “o elitismo da teologia acadêmica”. McGrath diz a obra de
sua autoria, pretende formar uma mente evangélica e o mesmo aponta para uma
formação evangélica a partir do que Jesus foi e do ponto de vista Bíblico.
A Singularidade de Jesus
Cristo.
O
cristianismo é singular dentre as religiões do mundo e esta singularidade é
devido a singularidade de Jesus, singularidade esta, sempre defendida o
proclamada pelo evangelicalismo. Enquanto escritores que têm proximidade com o
iluminismo promove uma religião baseada em normas como a razão ou a
experiência, o evangelicalismo baseia-se na pessoa do próprio Deus. Afinal,
Jesus Cristo é a pessoa “constitutiva e definitiva para o cristianismo” e não
necessita de encontrar uma autoridade externa a ele mesmo. Mas a obra destaca
as dificuldades que a razão e todos os adeptos do iluminismo têm de aceitar
esta autoridade, Jesus, para eles, não tem autoridade por estabelecer valores
que tem a ver com a religião ou com a moral, mas simplesmente, testifica o que
a modernidade entende sobre isto. Abordando aspectos da modernidade, o
desenvolvimento do mundo, a obra se preocupa em enfatizar a importância de
Cristo mostrando que para o pensamento evangélico, Cristo é a autoridade que
liberta, afinal, o conceito modernista é de dominação. Cristo que deve ser para
os cristãos, o exemplo para se seguir e assim toda teologia evangelicalista é
cristocêntrica, pois o que de mais essencial pode acontecer, só é possível por
meio de Jesus, que é a salvação. Sendo assim, a proclamação de Cristo é
extremamente importante e essencial. Este investimento na proclamação pelo
evangelicalismo, se pelo fato justamente da salvação, sendo Cristo o Salvador,
precisa ser anunciado.
A autoridade da Escritura.
O autor
inicia este capítulo citando Martinho Lutero e o quanto o mesmo era dependente
da Palavra de Deus. Aqui, existe o elo que liga o evangelicalismo à Reforma
Protestante, pois ambos fundamentam-se o pensamento na Palavra de Deus que tem
Jesus Cristo como o centro dela, pois Deus se auto revela na pessoa de Jesus.
McGrath procura mostrar que a Escritura tem autoridade, mas Cristo, o Deus
revelado, é o centro de tudo, então a obra diz que “os cristãos não são os que
creem na Bíblia, e sim os que creem em Cristo”. A aceitação das Escrituras bem
como a convicção de sua autoridade, se deve principalmente pelo fato de que
Cristo recebeu a Bíblia como autoridade. Por tudo isto, a autoridade bíblica
bem como a cristologia, são completamente ligadas, pois o mesmo Deus que envia
Jesus, deu as Escrituras. A autoridade das Escrituras repousa sobre os aspectos
teológicos e históricos.
A Igreja
cristã não tem nenhuma dificuldade com a autoridade das Escrituras, mas há
muitos quem têm sérias dificuldades. Por isso, a obra afirma que é fácil
encontrar muitos artigos na academia ocidental que colocam em cheque a
autoridade da bíblia, mas este pensamento não é compactuado pelo autor da obra
que diz que este problema ocorre por causa de uma anomalia gerada pelo crescimento
dentro dos meios cristãos. Mas o fato é que os adeptos a autoridade da bíblia
no meio cristão cresce enquanto os não adeptos a isto vêm diminuindo.
No decurso
da história, algumas forças tentaram sobrepor à autoridade das Escrituras, mas
não puderam, mas a obra destaca forças rivais a Palavra de Deus, são elas: A-
Cultura, pois alguns liberais acreditam e argumentam que as Escrituras devem
buscar a legitimação e justificação pública se relacionando com a cultura. A
afirmação é que a teologia cristã deve dialogar e abrir espaço para a atuação
da mesma em seu domínio. Mas para quem afirmava isto, logo percebeu que a
cultura não teria a menor condição de dar base à teologia, isto ficou evidente
com as transformações ocasionadas na cultura alemã com a entrada do socialismo.
B- Experiência, muito semelhante ao ponto anterior, teólogos liberais afirmaram
que a experiência é que deve dar base a teologia. A defesa diz que a
experiência vem antes da teologia, por isso a base deve ser a experiência. A
obra então desenvolve os aspectos relacionados de vários pensadores e teólogos,
mas o mundo evangelicalista, afirma que isto não é possível, pois oferece
apenas “uma estrutura interpretativa pela qual a experiência humana pode ser
interpretada”. C- Razão que é fruto do iluminismo e logo de início, a obra já
destaca que a sabedoria deve ser “universalmente acessível”. É exatamente por
isso que a ideia de um conhecimento exclusivo de Deus por meio da revelação não
é aceito. Ao analisar o pensamento que defende a razão, McGrath aponta para a
ideia de defensores, que eram convictos que a razão sozinha podia assumir o
papel normativo, negando então a importância absoluta de Jesus Cristo para a
teologia cristã. O homem sozinho tem a capacidade de acessar o conhecimento de
Deus. Mas para McGrath a razão conforme é defendida, “é falha na hora de
entregar seus benefícios”. D- Tradição é a abordagem que dá sequência. Para
muitos escritores, a tradição tem um peso muito grande, portanto, cheia de
autoridade. Vale destacar que antes da leitura atual da Bíblia, muitos outros
já a leram antes. Existe uma forma de tradição presente no cristianismo, de
modo que vale lembrar que a proposta não é de ter duas fontes de autoridade,
mas sim uma convivendo com a outra intensamente. Em parte, diz McGrath, “a
autoridade da Palavra de Deus, está sobre a aceitação universal dessa
autoridade dentro da igreja cristã”. Sendo o reconhecimento da autoridade da
Escritura, o testemunho da igreja. Reconhecer a autoridade das Escrituras é o
reconhecimento da vontade de Deus e de tudo que Jesus fez, bem como honrar a
tradição da igreja que ao longo da história, vem reconhecendo esta autoridade.
A crítica
bíblia para os não evangélicos tem sido um empecilho para reconhecer a
autoridade dela, pois evidencia a Bíblia como um livro humano. Os evangélicos
por sua vez, entendem que é necessário olhar para a Escritura diferente do que
tem acontecido até então. Deve-se olhar entendendo que a mesma é falível,
embora inspirada. Outros se afastam completamente da crítica. Ambos são
problemáticos, o ideal é dialogar entre os dois pontos. Após isto, McGrath se
dedica para fechar o capítulo segundo, com a narrativa bíblica, controvérsias
ao longo da história e o fato do evangélico não abrir mão do princípio
reformado de que a Bíblia revela a própria Bíblia.
Evangelicalismo e pós-
liberalismo.
McGrath
inicia dizendo que pretende neste capítulo, destacar pontos passíveis de
crítica de pensamentos contrários a partir da ótica evangélica.
Em relação
ao liberalismo, que pode ser definido como uma posição teológica, existe uma
reação muito grande contra o mesmo tanto na academia quanto na igreja, pois é
visto como uma “ameaça à integridade e identidade cristã”. McGrath após abordar
questões pontuais sobre o liberalismo, gasta tempo desenvolvendo a questão do
liberalismo teológico, que é a abertura para outros pontos de vista,
liberalismo este, que tem sido descartado pelos cristãos conservadores e
tradicionais. Embora seja o liberalismo visto como uma ameaça, é necessário
olhá-lo como importante e para conhecê-lo, faz-se necessário olhar de modo
amplo, observando não apenas para o liberalismo teológico, mas o liberalismo de
modo geral.
Dentro deste
capítulo, a obra fala sobre redescobrir o gênero distinto do cristianismo. Diz
que na teologia acadêmica, existe o conceito que qualquer visão que não aceita
o cristianismo como distinto, deve ser rejeitada. Afinal, diz Paul Holmer, o
liberalismo errou ao reinterpretar conceitos bíblicos. Logo após isto, McGrath
fala sobre a crítica evangélica ao pós-liberalismo, com tudo o que foi
explanado até então na obra. Destacando
três pontos como seguem: 1- O que é verdade? Para o pós-liberalismo, a verdade
é relativizada e reduzida a uma coerência interna. Mas o cristianismo está
fundamentado na verdade e esta verdade é Jesus Cristo o Senhor e Salvador. Tudo
isto, revelado nas Escrituras. 2 – Por que a Bíblia? “A crítica que o
evangelicalismo dirige contra o pós-liberalismo nesse ponto é a seguinte: a
priorização das Escrituras não está adequadamente fundamentada no plano
teológico.” 3 – Por que Jesus Cristo? Aqui a obra trabalha o pensamento de
Bultmann e de Frei, mostrando que o evangelicalismo tem dificuldades com o
pensamento de ambos, mas será de grande importância avançar no diálogo com os teólogos
pós-liberais encarando-os como pesquisadores e não como pessoas prontas a
definir um conjunto de doutrinas.
Evangelicalismo e
pós-modernismo.
O início do
capítulo fala sobre o termo “pós-modernismo”, como um termo que ganhou força na
metade da década de 1970 e já tem ampla aceitação. Uma vez que os principais
países onde o iluminismo cresceu, eram países cristãos, com isto, a influência
iluminista foi muito grande sobre o evagelicalismo.
O
pós-modernismo é uma reação que luta contra os pensamentos iluministas. Em
resposta a força da razão, este pós-modernismo, cresce e faz haver uma redução
das ideias iluministas, isto é; o enfraquecimento da razão, mas cabe ressaltar,
que o evagelicalismo não rejeita as ideias e métodos racionalistas, mas que aos
poucos, esta influencia felizmente vem perdendo força. Ao traçar um paralelo
entre a modernidade e a pós-modernidade, percebe-se as diferenças como se vê na
modernidade que é caracterizada pelo propósito, projeto, hierarquia,
centralização e seleção. Já a pós-modernismo destaca-se a brincadeira, acaso,
anarquia, dispersão e combinação. Mesmo não sendo algo bem definido, a
pós-modernidade surge por ocasião do colapso sofrido pela modernidade, o autor
diz claramente sobre a morte da modernidade. Ao definir a pós-modernidade,
percebe-se que é um tempo de “sensibilidade cultural sem absolutos, certezas ou
fundamentos, que se deleita no pluralismo e divergência”. Um tempo, chamado de
pós-modernimo que tem grande aversão às questões sobre a verdade, pois o conceito
de verdade não passa de ilusão.
Evangelicalismo e
pluralismo religioso.
“O
evangelicalismo afirma que o evangelho cristão é singular, e não pode ser
confundido ou identificado em nenhuma outra religião ou filosofia de vida”. Já
o pluralismo religioso, é algo bastante antigo e não recente como alguns
defendem, pois já nos dias do apóstolo Paulo, já estava presente o pluralismo
religioso.
Embora
exista a ênfase distinta colocada no diálogo dentro da realidade pluralista, há
o grande diferencial cristão dentro do pluralismo que é efetivamente Jesus e
isto é disseminado para outros pontos especialmente o modo de salvação.
Enquanto as religiões do mundo apresentam modos diferentes de salvação, para os
cristãos, a salvação é da vontade de Deus e fundamentada na vida, morte e
ressurreição de Jesus Cristo que para os cristãos, é a revelação de Deus. Por
isso, o pluralismo religioso acredita que se os cristãos olharem para Jesus
diferente, será possível uma aproximação das religiões do mundo.
O que não se
pode negar é que o cristianismo vive no pluralismo religioso, mas isto não é
fator decisivo para qualquer mudança de pensamento evangelicalista.
Conclusão
O
evangelicalismo é importante para o futuro cristão, pois está engajado e
comprometido com o evangelho e afirma que em nível acadêmico, a voz evangélica
precisa ser ouvida e que os evangélicos não precisam se subestimar-se a ponto
de acharem-se “vulneráveis na defensiva, ou pedindo desculpas sobre as crenças
que os distinguem dos seguidores de outras doutrinas religiosas.” “A tarefa de
formatar e renovar a vida da mente cristã é o que aguarda agora”.
“O Habitat Humano: o paraíso perdido.”
CAMPOS, Heber Carlos de. O Habitat humano: o paraíso perdido. São Paulo: Hagnos, 2012.
A obra de Campos é uma das poucas que
aprofunda um assunto tão instigante e fascinante que é o da antropologia
bíblia. Com a leitura do livro de Campos, percebe-se que é feita uma análise centrada
nos primeiros capítulos de Gênesis.
O autor aprofunda aspectos relacionados ao
paraíso perdido que é apresentado em Gênesis conforme originalmente criado por
Deus. Existe a preocupação em destacar o homem criado a imagem de Deus. O autor
busca mostrar a realidade humana sem pecado e faz uma comparação com a
realidade pós-queda mostrando que toda a criação de Deus foi grandemente
afetada.
Em relação ao paraíso perdido, a obra trata
de aspectos geográficos do Édem e de detalhes do próprio jardim como a
realidade a respeito das árvores existentes ali.
Sobre a geografia, destaca-se o aspecto de
ter sido o lugar mais fértil da terra, hoje um local extramente seco e com ares
desérticos.
Após isto, Campos se dedica a mostrar a
abundância de água e aborda sobre a presença dos quatros rios ali bem como
trata da riqueza presente no jardim.
Indo mais adiante, Campos mostra que o
trabalho era uma realidade presente no jardim e que o mesmo não é fruto do
pecado e mostra como era a liberdade do homem antes da queda. Pensando no homem
social, a obra gasta um bom tempo para refletir no aspecto relacional do homem.
O próprio Deus viu que não era bom o homem viver só. A partir de então, Campos
trabalha aspectos do homem, da mulher e de ambos como uma só carne. Campos também se
preocupa em abordar aspectos sobre o culto a Deus, ou seja, verdade sobre a
vida espiritual no paraíso.
“Criados à Imagem de Deus”
HOEKEMA, Anthony A. Criados
à Imagem de Deus. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999.
O autor
da obra mostra, conforme o próprio título do livro que o homem foi criado à
imagem e semelhança de Deus, mas não fica apenas neste ponto, pois o livro vai
desenvolver a seguir aspectos sobre a queda do homem e também da sua redenção.
Hoekema
ao desenvolver o assunto pensando sobre o homem; entende que o mesmo não pode
ser compreendido fora do relacionamento com o seu criador que é Deus. Afinal, o
homem foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus. E a compreensão que o
livro traz sobre o homem é que este não é um ser dualista onde está o espírito separado
da matéria, mas deve ser visto e entendido como sendo o homem de modo completo,
seja olhando para a matéria ou mesmo para o espírito.
Ao escrever
sobre Jesus, Hoekema diz ser Ele a representatividade ideal de Deus que deve
ser seguido pelo homem.
O livro ainda traz de
modo claro a questão concernente ao pecado e diz que o pecado não tem Deus como
autor, mas que o pecado não aconteceu fora da vontade de Deus. Já o homem
caído, não é capaz de escolher entre o bem e o mal, mas que o homem regenerado
não é mais escravo do pecado e, portanto, pode escolher entre pecar e não
pecar. Aqui é que Hoekema desenvolve a questão da santidade. O homem age em
prol de sua santidade.
Assinar:
Postagens (Atom)





