Gratidão

Gratidão

sábado, 2 de julho de 2011

"Bullying"

Introdução.

Bullying é algo em discussão há pouco tempo, sinto pensar que o nosso mundo demorou de mais em procurar eliminar esta prática destrutiva presente na sociedade e que afeta muitas pessoas. Digo isto, pois é algo que acontece a muitos anos. Na Bíblia conta-se a história do profeta Eliseu e relata que alguns rapazes zombaram deste profeta por ser ele careca.

Significado.

Bullying é uma palavra inglesa que significa ameaçar, intimidar, amedrontar, mas que deve ser ampliada, pois na prática, bullying é também: colocar apelidos, desdenhar, humilhar, discriminar, difamar, assediar, ameaçar, desprezar, isolar, fazer o outro sofrer, agredir fisicamente, agredir os pertences do outro, dominar, excluir, atazanar, satirizar, escarnecer e tudo que de certa forma, provoca sofrimento no outro e certo tipo de prazer no praticante de bullying.

Onde acontece?

Embora pense que o bullying é algo que acontece na escola, sabe-se que este não é o único local. Alem de acontecer nas escolas, ocorre nas ruas, na própria casa. Ainda deve-se destacar que acontece com bastante frequência nas redes sociais de internet. Um ambiente aberto, com grande número de colegas chamado de “amigos”, tornou-se um lugar de fácil prática do bullying.

Na Bíblia.

Para tratar esta questão, considero a Bíblia muito importante, pois ela ensina o que é correto e consola os alvos desta prática perversa. Com ela aprendemos a ser imitadores de Cristo e não agir com ações de torpezas e chocarrices. Efésios 5.1-4

Alem de Eliseu ora citado, a Bíblia registra o fato histórico de um jovem de 17 anos que sofreu um bullying extremamente severo, seu nome era José. Este ganhou uma capa de seu pai e por causa disto, seus irmãos mais velhos tiveram inveja. Bastou um momento propício, para os irmãos jogarem José em um poço. Pouco tempo depois, os irmãos tiveram uma ideia, vendê-lo para ser escravo no Egito, sujar a capa em sangue e mentir para o pai que o rapaz de 17 anos havia morrido. Eles fizeram exatamente isto.

Acontece que José era muito caprichoso e temente a Deus. Tudo que fazia, era com esmero e dedicação. Conseguiu um bom trabalho e mesmo sendo um escravo, era de confiança. Sua patroa, que apaixonara por ele, quis deitar-se com José e mais uma vez este jovem sofre o bullying, agora por assédio sexual, mas este sendo fiel ao patrão e a Deus correu. Mesmo assim foi parar na prisão, pois a patroa ficou furiosa por ter sido rejeitada e o acusou injustamente.

Na prisão, o jovem continuou com o mesmo caráter e Deus estava com ele. Foi quando José pode interpretar dois sonhos, um do copeiro chefe e outro do padeiro chefe e a interpretação foi exata.

Tempo depois, Faraó teve um sonho e ninguém podia interpretá-lo, foi quando lembraram que José havia feito uma interpretação anteriormente. José saiu da prisão e interpretou o sonho de Faraó dizendo que o governador do Egito deveria contratar um homem capacitado para administrar e acumular em celeiros todo alimento em sete anos, pois haveria muita fartura, pois depois deste tempo, haveria sete anos de fome.

Com tanta lucidez e capacidade vista em José, Faraó o nomeou vice governador do Egito para administrar tudo que ele havia dito.

O tempo de fome chegou a toda terra e os irmãos de José tiveram necessidade de comprar alimento e somente no Egito havia o que comprar. Foram e José imediatamente os reconheceu. A trama se segue com muita emoção, mas concluo dizendo que José fez o bem a eles. Gênesis 37-46

Interessante esta história, pois nos mostra que todo aquele que promove o bullying pode estar nas mãos de um agredido pelo bullying que fora promovido no passado. José decidiu fazer o bem e esta é a decisão correta, mas nem todos decidem desta forma. Os irmãos de José não davam nada por ele e certamente imaginava que ele não passaria de um escravo. Lembre-se que o jovem alvo de suas críticas poderá no futuro ser um cirurgião, advogado, enfim; o futuro pertence a Deus e o presente cabe a nós vivê-lo bem.

Bullying e o lar.

Infelizmente, o start para o bullying, ao meu modo de ver, muitas vezes é na própria casa. Pais criam filhos complexados e ou pais que praticam bullying evidenciando negativamente características de outros. O bullying acontece, pois muitos não sabem respeitar o limite do outro e isto se aprende principalmente em casa.

Pouca criatividade.

Quem pratica bullying vive apenas, achando ser superior, mas na realidade, não tem inteligência e criatividade o bastante para encontrar outra forma de diversão e prazer.

Consequências.

Infelizmente, as consequências na vida do agredido não são nada pequenas. A humilhação que sofre, gera uma incapacidade de agir diante das muitas dificuldades e a vida se torna improdutiva infeliz. Passa as horas com o coração a mil e isto culmina no isolamento, pois procura estar longe das pessoas para não ser avacalhado. Lembro que uma das piores formas de estar preso é a prisão solitária, mas estar só, viver solitariamente acaba sendo para estas pessoas, menos pavoroso e esta passa ser a escolha mais adequada.

Saia desta.

Enfim, não pratique bullying. E a você que tem sofrido deste mal, comece a sua recuperação hoje mesmo. Inicie alegrando-se em Deus lembrando do que Paulo disse em Fp. 4.4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”. Erga a cabeça e saiba que você não é o que dizem ou fazem com você. Não vingue com as próprias mãos, mas denuncie com coragem. E com coragem, conte para alguém, mas se é muito difícil fazer isto, entre em seu quarto e comece desabando sozinho e falando para Deus assim como fez Davi em alguns momentos ao dizer: “Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira? SENHOR, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim. São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele. Dá ouvidos, SENHOR, às minhas palavras e acode ao meu gemido. Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que clama, pois a ti é que imploro.” Salmo 4.2, 3.1-2, 5.1-2 Faça assim também e conte tudo para Deus, ele te ouvirá e te erguerá.

Palavra final.

Se algum conselho posso dar, este conselho final não vem de mim e sim de Jesus: “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” Lucas 6.31

By Juliano Costa de Souza

quinta-feira, 30 de junho de 2011

DE ONDE VEM A RESPOSTA CERTA.

Nossos planejamentos ainda que somente no pensamento, são como um presente para o desenvolvimento de nossa vida e assim, vamos ao longo da nossa história, desenvolvendo projetos e alcançando os sonhos.

É interessante notar que somos como um caldeirão com água no fogo, pois em nossa cabeça passa um turbilhão de ideias e muitas fascinantes, mas sabemos pela razão que nem todas podem ser colocadas em prática, pois corremos o risco de nos perdermos ao logo das borbulhantes ideias.

Entretanto, para você que anda meio perdido no que fazer e se encontra num labirinto dos próprios sonhos, vale lembrar o que diz em provérbios 16:1 “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR.”

Diante disto e se o seu desejo é encontrar uma resposta segura para suas ansiedades, você precisa entregar os seus sonhos, desejos e projetos nas mãos de Deus para que você ouça a resposta certa e assim não se perca ao longo da caminhada diária.

Davi disse assim no salmo 5.3 “... de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.” Não significa permanecer de braços cruzados aguardando uma palavra mirabolante dizendo: eis a resposta... Significa que antes de qualquer realização e decisão em sua vida basta simplesmente compartilhar com Deus e interceder por seu auxílio.


By Juliano Costa de Souza

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cebolinha em vasos


Quem nunca sonhou com um pedaço de terra para plantar e colher seus próprios mantimentos? Assim como a música de Gilson e Joran interpretada pela grande Maria Bethânia, “Eu queria ter na vida, simplesmente um lugar de mato verde pra plantar e pra colher” com as casas e apartamentos cada vez menores uma opção é plantar tudo em vasinhos. Em muitos lares gasta-se tempo e dinheiro, perde-se espaços com o cultivo de flores que nem são tão lindas, nada contra, mas a ideia é inovar, embelezar sua casa com algo útil, produtivo e que venha contribuir com melhores condições de vida.

Estas da foto ao lado não estão lindas? Fui em busca de mudas e ganhei um vaso já pronto, foram plantadas por minha amiga Francina usando apenas terra e esterco de curral e folgo em dizer que já tem mais de mês e elas continuam lindas.

Allium fistulosum l. nome científico, ou cebolinha verde, rica fonte de ferro e diversas vitaminas (principalmente A e C), contém propriedades medicinais, auxilia na digestão, estimula o apetite e ajuda no combate à gripe, doenças das vias respiratórias, as doenças cardiovasculares e outras. Tempero indispensável, muito usada nas cozinhas chinesas e ocidental tanto crua como cozida, usada em saladas, sopas, caldos e omeletes, dá sabor especial em queijos, patês e pode decorar pratos prontos antes de serem servidos.

A cebolinha assim como ervas aromáticas e outros condimentos, ficam muito bem em pequenos vasos, não perdendo na produtividade e não deixando nada a desejar em sabor e qualidade do encontrado no mercado por não possuírem agrotóxicos e melhor em baixíssimo custo. Não precisa ser nenhum perito no assunto para lembrar receitas que já nossas avós há muito se valiam delas. Use vasos, baldes ou caixotes, basta apenas que estejam expostos ao sol, preferencialmente o da manhã. Regar uma vez ao dia de manhã ou à tarde sem deixar encharcar e sempre que necessário completar com terra de boa qualidade

Lembre-se existem plantas que necessitam de cuidados especiais, mantenha-se informado pergunte sempre na loja ou à pessoa que lhe forneceu a muda. A cebolinha, por exemplo, pode ser plantada junto com a salsinha, existem estudos que comprovam melhor produtividade enquanto que a hortelã precisa de um espaço só para ela, pois pode prejudicar outras ervas.

Outra dica ecologicamente correta é você mesma em um vaso intercalar uma camada de terra e outra de casca de legumes, frutas e restos de verduras em pouco tempo você terá uma terra riquíssima em nutrientes não precisando assim comprar a terra orgânica ou adubo.

Boa colheita para todos!

Referência bibliográfica: http://www.ufms.br/horta/hortalicas.htm , em 27 de junho de 2011 e SAF em Revista, ano 57- abril-maio 2011, pag. 38

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ERROS QUE GERAM CRISES FAMILIARES.

Tão logo se deu a instituição familiar registrada em Gênesis 2.24 apareceram as crises familiares. O mundo desenvolveu, as pessoas se tornaram extremamente capacitadas, mas nunca encontraram uma solução definitiva para as crises familiares e crises sempre machucam. Escrevo este texto para contribuir um pouco com todo casal que deseja investir no próprio lar.

Olhando o terceiro capítulo de Genesis, podemos notar alguns erros que geram crises familiares, por isso vale muito compartilhá-los aqui para quem sabe melhorar a vida conjugal dos casais.

O primeiro erro é dar ouvido ao inimigo. Foi exatamente isto que Eva e logo depois Adão, fizeram; deram ouvido ao que a serpente dizia. Muitos lares são destruídos quando maus conselhos começam ser admitidos pela família. As Drogas, bebidas e farras que normalmente são estimulados por falsos amigos, geram crises dolorosas dentro de uma casa. A grande questão do mau conselho é que o valoroso não é nunca ouvir, pois isto é impraticável, mas é resistir não dando ouvido.

Existe outra questão aqui. A serpente aproximou-se de Eva não apresentando algo ruim, embora fosse, a sagaz serpente apresentou colocando uma dúvida no coração de Eva. Veja as palavras: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” Do mesmo modo que as drogas entram na vida de um lar, é sempre apresentada como algo mascarado e gerando a sensação de uma novidade boa.

Outro erro que gera crise no lar é compactuar com o erro. Eva ouviu a serpente e apresentou as palavras a Adão e este compactuou com a situação e ambos comeram. A família não pode ficar calada com o erro dentro do lar. Este é um problema sério, pais subestimando a capacidade pecadora dos filhos e não os corrigem, mas passam a mão. Se existe um erro, o correto é resolver juntos, a questão.

Pais vão formando um caráter duvidoso nos filhos ao longo dos anos com atitudes aparentemente irrelevantes. “Diga que eu não estou”, “não fale pra sua mãe que nós estivemos aqui”, um manda e outro desmanda, ao ingressar os filhos na universidade, para conseguir uma bolsa de estudos, é fácil, basta omitir a verdadeira renda e assim por diante. Não são destas espertezas que o mundo precisa, pois é justamente isto que tem formado uma sociedade egoísta e pronta a levar vantagem em tudo. Pode não parecer, mas isto é destrutivo para os lares e geram crises terríveis ao longo dos anos.

Por fim, chegamos ao terceiro erro gerador de crises familiares que é uma realidade muito comum de ser vista quase diariamente. Apontar o erro do outro afirmando ser este a causa de tudo que está ruim. Adão tão logo foi confrontado por Deus, achou ter escapado ao dizer; “foi Eva, a mulher que me deste”. Semelhantemente Eva apontou para a serpente culpando-a de toda crise que começava a se instalar. Infelizmente, esta tem sido a prática de muitos casais hoje, pois temos a facilidade de ver o pecado do outro e o nosso sempre é reduzido de gravidade. Dizer que a culpa dos filhos desobedientes é do outro, a culpa da discórdia é do outro e sempre culpar o outro é pura falta de maturidade e geram crises profundas nos lares. Precisamos ser de palavra e assumir a parcela de culpa em qualquer que seja a crise familiar.


Enfim, certamente você que agora lê estas palavras deve estar pensando em seu lar refletindo nos acertos e nos erros. O ideal é ter consciência destes erros que geram crises e procurar afastá-los para longe do lar. Por mais que num primeiro momento, possa ter a sensação de estar perdendo e ter o ego ferido, afirmo que no fim, valerá a pena.


By Juliano Costa de Souza
pode usar, basta citar fonte.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um minuto de fúria, uma vida de lamento.

"Contar até dez" é a dica popular mais comum para não ter um ataque de fúria.

A fúria é extremamente forte, egoísta, irracional e corajosa, por isso que um minuto de fúria, pode provocar destruição. Não são poucos os exemplos de pessoas que ao ficarem iradas, destroem bens materiais, fere o próximo e chega ao ponto de até tirar vidas. Encontramos pessoas transtornadas no trânsito, no trabalho e até na própria casa.
A ira irracional é como um fogo destruidor e por vezes a Bíblia trata a ira desta forma narrando sobre uma ira que se acende. Mas a Bíblia não diz para não irarmos, pelo contrário, a Bíblia está preocupada com o nosso bem estar e por isso, o ensinamento tem a ver com o que de fato merece nossa ira. No Salmo 4.4 lemos: "Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai." É exatamente por isto que iniciei estas poucas palavras relembrando a velha dica, contar até dez é a ideia expressa no versículo acima ao dizer para "consultar" e "sossegar".
Quando algo fora do comum tirar você do sério, vale perguntar: quem perde mais com minha ira insana, eu ou o outro? Normalmente o irado acaba derrotado no final. Vale mesmo perguntar: o que merece a sua ira? Uma esbarrada no trânsito ou tanta gente passando fome? Uma atitude do cônjuge que te desagradou ou tantas crianças abandonadas? As pequenas situações que nos iram exacerbadamente, devem ser resolvidas com diálogo, maturidade, inteligência, amor, razão e nunca com solavancos, assim como procuramos solucionar as outras questões de âmbito maior.
Não estou dizendo para você nunca ficar irado, estou dizendo para você considerar que toda ira repentina não acrescenta nada, pelo contrário, só serve para destruir e magoar pessoas, principalmente você mesmo. Lembre-se que um minuto de fúria pode proporcionar uma vida de lamento.


By Juliano Costa de Souza

sábado, 18 de junho de 2011

ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA.

Estudo eletrofisiológico e ablação por cateter ou Ablação por radiofrequência.


Início
O meu objetivo com estas palavras é dizer como foi o procedimento que fui submetido no dia 8/6/2011. Antes disto, porém, preciso esclarecer o que me levou a este procedimento.
Em maio de 2010, tive uma taquicardia muito forte e duradoura. Não foi a primeira, mas esta me preocupou bastante e três dias depois desta, tive outra de poucos minutos. Procurei um médico e este pediu alguns exames de sangue e cardíaco. Os de sangue tiveram resultados relativamente bons. Não foi diferente com o ecodopplercardiograma e o teste ergométrico. O primeiro detectou um refluxo mínimo na mitral e todos os médicos disseram que quanto a isto eu não precisava me preocupar.
Fiquei mais tranquilo, mas ainda tinha a taquicardia. Em 10/4/2011, tive outra taquicardia de 191 bpm por um tempo superior à uma hora. Fui ao hospital e foi feito um eletro e detectou uma “taquicardia supraventricular.” Na mesma semana consultei meu cardiologista e este me encaminhou para a “Ablação por radiofrequência”.


Síntese
Fiz o procedimento num hospital de São Paulo por uma excelente equipe médica. O Dr. Que realizou o procedimento em mim foi muito profissional. Recordo ainda de dois assistentes. Por falar em profissionais, todos que eu tive contato dentro do maravilhoso complexo hospitalar são incríveis e ótimos no que fazem.


Internação.
Enfim, entrei no hospital com minha esposa Lidia, no meio da tarde do dia 7 de junho de 2011. Dia de forte vento e chuva em São Paulo, alem do jogo de despedida do ex-jogador camisa 9 da seleção brasileira. Conheci o Otávio, empresário, membro da igreja Assembleia de Deus em Guarulhos e companheiro de quarto nestes dias marcantes da minha vida.
Na primeira noite foi tranquilo, oramos, jantamos, conversamos e aguardamos. Não tomei nenhum medicamento e os únicos procedimentos foram a tricotomia nas áreas onde realizaria o procedimento, o acesso a veia para aplicar soro no dia seguinte e é claro, pelo menos 12 horas de jejum.


Pré procedimento
        No dia seguinte, por volta das oito horas, a enfermeira me buscou e me conduziu até o setor de hemodinâmica do hospital. Aguardei mais alguns instantes e fomos para sala onde realizaria a ablação. Nesta sala vi computadores, uma grande TV tela plana, uma luz como a de sala de cirurgia, uma cama dura e fria, sem contar que a temperatura era bem baixa no local. Deu vontade de vestir blusa de frio. Eu estava bastante ansioso, mas lutando para ficar tranquilo.


Procedimento.
      Deitei na cama e o médico me explicou como seria. Disse que faria uma investigação (estudo eletrofisiológico) via cateter para detectar o local exato da taquicardia. Dentro da margem de segurança, faria então a ablação. Fiquei com as mãos presas, um aparelho preso à minha perna esquerda, soro na veia e oxigênio. O Dr aplicou duas substâncias pelo soro, doeu um pouco e neste instante ele disse que iria arder e ainda que eu ficaria tonto. Fechei os olhos e escutei mais uma vez o Dr falando e disse que daria uma picada na região do meu ombro. Foi neste momento que tudo passou rápido, eu dormi mais de duas horas e meia e só lembro quando ouvi uma voz dizendo: “Juliano, vou te levar pro quarto”. Logo a seguir, saímos desta sala e ainda com muito sono, vi minha esposa e fui levado para recuperação no quarto.


Pós procedimento.
         Não sabia, mas o ruim estava por vir. É isto mesmo, até agora, pra mim, estava tudo bem, mas o processo de recuperação não é tão agradável, mas nada impossível. Fui levado na maca para o quarto e com jeito e ajuda me deitei. Sentia dor no peito, uma linha reta na altura do ombro mais do lado direito. Doía também a virilha direita, locais que estavam semi imobilizados com um forte esparadrapo. Almocei com ajuda da Lidia e fui informado que o meu repouso absoluto seria de 12 horas. Não poderia mexer nada do lado direito. Tudo que havia lido sobre ablação até então, dizia um repouso absoluto de 6 horas, para este tempo estava relativamente preparado, mas as 12 horas foram de mais. As duas horas finais foram difíceis, pois passei a sentir muita dor na perna. Acredito ser devido a posição que ficou minha perna, meu pé direito, ficou as 12 horas apoiado na lateral da cama e só depois percebi o desconforto.
            Finalmente o repouso absoluto chegou ao fim e eu contei até os segundos para isto. Pude enfim levantar, realidade absolutamente não permitida pela enfermeira chefe antes do tempo. Levantei sentindo muita dor no pé que havia ficado apoiado. Já era quase meia noite e após uma rápida caminhada no quarto e um banho superficial, dormi bem a noite toda.
            No dia imediato, o que mais incomodava ainda era o pé direito, dor forte que persistiu por mais 4 dias. Precisei tomar antibiótico por um tempo curto, uma pomada para passar na virilha que ficou muito roxa e dois “AAS infantil” após almoço por 30 dias. O Dr. me deu alta hospitalar neste dia de tarde e aos poucos fui voltando à condição normal. O repouso médico foi de mais 7 dias a contar do dia seguinte a alta.
            Em 30 dias, preciso voltar ao Dr. para pegar o relatório geral do procedimento. Embora o médico tenha dito que foi tudo um sucesso, parece que ainda não acredito, prefiro pensar na pura realidade de que os dias e os meses vão confirmar isto, mas o procedimento em si, de fato, foi um sucesso.


10 dias depois.
          Nestes dias, senti algumas palpitações, o coração meio acelerado, mas afirmo que a cada dia tenho me sentido o pouco melhor. O Dr. afirmou ser normal senti algumas sensações, pois o coração recebeu uma carga elétrica e é como que se estivesse machucado.


Enfim, recomendo.
          Se você for encaminhada para “ablação por radiofrequência” eu digo para você ir sem medo e com muita esperança. Vale a pena!

terça-feira, 24 de maio de 2011

PAZ

    A paz de Cristo não é um oásis que pode
 ser encontrado com pouca frequência 
nos desertos que passamos.

As guerras e os desertos em nossa vida, 
não significam isenção de paz.

É muito normal percorrermos lugares áridos, difíceis de serem trilhados, mas embora passemos por lugar assim, do mesmo modo como a coluna de nuvem e de fogo estava presente acompanhando os hebreus na árida caminhada pelo deserto, assim está a paz de Cristo. “O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.” Êxodo 13.21
Sendo assim, afirmo que a paz de Cristo não é um oásis que pode ser encontrado com pouca frequência nos desertos que passamos. Este é mais um retrato da paz que dá o mundo. Pessoas vão em busca da paz, mas como não passa de um Oasis, basta caminhar novamente para ficar pra trás. Jesus é a paz que caminha conosco. Basta beber desta fonte de paz.
É muito difícil viver em paz, tentando tirar os problemas, buscando nos livrar das guerras, afinal, é uma luta, pois não sabemos de onde e nem quando o problema surge. Mas esta é a característica da paz oferecida pelo mundo. Não são poucos os que aconselham; você está passando por este problema, não liga pra ele. Mas como não? Cristo, diferentemente, garante uma paz mesmo quando passamos por problemas. Enquanto o mundo diz para não se importar com o problema, Cristo com sua paz nos estimula a encarar de frente e lutar contra o problema. Por isso, pode-se afirmar que as guerras e os desertos em nossa vida, não significam isenção de paz.
E quero terminar estas poucas palavras com o versículo de Filipenses 4.7 “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Práticas que não podem faltar em seu lar.

Maio, é o mês que se comemora o dia das mães, é tradicionalmente o mês das noivas e mês de tantas outras comemorações. Mas também, tornou-se tradicional, comemorar o “lar”, sendo então, maio, o “mês do lar”. Sabedores disto, destaco algumas práticas que não podem faltar em seu lar.

I- A primeira prática é a do aprendizado, ou seja, a boa instrução.
Neste primeiro momento, destaco três alças de acesso a esta boa instrução.

1- Educação dos pais.
Os pais precisam conscientizar-se desta responsabilidade. A educação necessária, precisa acontecer de pai para filho. Pequenos detalhes, aparentemente irrelevantes, vão construindo a amplitude educacional dos seus filhos. Modos de se portar, falar com outros, caráter, etc. são realidades aprendidas principalmente na convivência com os pais. É importante destacar que uma das formas mais eficientes de se educar é sendo exemplo. Não adiante gritar e ficar bravo com os filhos, se o exemplo prega o contrário.

2- Em segundo lugar, destaco a instrução escolar.
A escola instrui e os pais educam, pois o caráter da criança vem de casa. A “educação” escolar tem a ver com o intelecto e conhecimento para a vida profissional. Para tanto, os pais precisam se esforçar ao lado dos professores e incentivar seus filhos a estudar. Mais do que nunca, precisamos valorizar o estudo e isto não pode faltar em seu lar. Os pais precisam olhar os cadernos dos filhos, precisam dar ouvido e crédito aos profissionais do ensino e lembrar: “ensina a criança no caminho em que deve andar e quando for velha, não desviará dele” Pv 22.6

3- Ainda quero falar neste primeiro ponto sobre a educação bíblica.
Esta precisa acontecer em casa em momentos de leitura da bíblia, oração antes das refeições e em outros momentos. A Igreja também tem um papel importante, pois lá, haverá um momento separado para nós e nossos filhos termos contatos com as instruções de Deus. Sempre que o homem, se aproxima da Bíblia com sinceridade, ele se torna melhor em casa e na sociedade, por isso, a realidade bíblica não pode faltar em sua casa.

II- A segunda prática indispensável em seu lar é a do amor.

1- Necessidade de amor entre os irmãos.
Infelizmente, é bem mais comum a inimizade entre irmãos adultos que entre as crianças. Isto acontece por falta de amor, pois as pessoas não estão dispostas a renunciar em prol do outro. Por isso, encontramos tantas discórdias familiares por causa de herança, tantas pessoas que não vão onde há desafetos. Será que compensa o lucro financeiro por um desafeto? Só que mais uma vez, acredito que o problema começa ainda quando criança. Certamente, não foram instruídas a amar e a renunciar em benefício do outro irmão. O brinquedo que é meu, o copo que é meu... ensine seus filhos a compartilhar e a fazer o bem.

2- É necessário também, amor entre pais e filhos.
Este amor tem a ver com o papel assumido de cada um. Filhos precisam saber que são filhos e sempre honrar aos pais até mesmo quando estes forem senis. Os pais precisam saber que são pais e não submeter à ordem de seus filhos. Os filhos, não podem fazer o que querem e os pais precisam ser autoridade e não autoritários. Infelizmente há uma inversão de papeis, mas para que o amor seja visto no relacionamento entre pais e filhos, estas realidades ditas precisam estar presentes no lar. Eu entendo a importância de serem amigos dos filhos e vice versa, mas antes de serem amigos, são pais e filhos e o amor se evidenciará neste relacionamento.

3- É fundamental dizer do indispensável amor entre os cônjuges.
Quero ser bem prático e mostrar apenas uma realidade que infelizmente é comum na família. É o modo de tratar o cônjuge. Isto mostra muito como o marido ou a esposa encara sua relação conjugal. É como disse, “infelizmente comum”, pessoas tratarem muito bem os outros. Homens verdadeiros gentleman, com todos, mas extremamente rude com suas esposas e vice versa. Apenas dizer que ama, pode ser muito pouco se a atitude gritar ao contrário.

III- E a terceira e última prática que destaco é a da convivência com Deus.
Um dos grandes personagens bíblicos, Josué, entendeu isto. Ele foi o grande líder do povo hebreu na parte final da caminhada à Canaã e disse com muita propriedade: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. De fato, se quisermos um lar consistente, um lar com força para vencer as lutas e decepções da vida, necessitamos conviver com Deus e servi-lo.

Desejo que todas estas práticas estejam efetivamente presente em seu lar.

Este texto pode ser usado desde que cite a fonte.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Jesus te ama e ninguém pode tirar isso d’Ele.

A palavra amor é muito usada no mundo. Só em português, em uma rápida consulta eletrônica, existe mais de 470 milhões de referência. Em inglês, “love”, tradução de amor, são 4,28 bilhões de referência.
Em meio a tantas referências, existem diferentes classificações e várias formas de amor principalmente ao ser colocado em prática, como: o amor que tem a característica temporária da paixão, amor entre família, amor àquilo que não conduz em um bom caminho.
Há também, o conhecido amor platônico, que por mais idealista que seja, é um amor à distância, não se aproxima e por isso não toca e nem há real envolvimento. Fica no campo ideal, mas longe do real.
Existe ainda outro amor. Normalmente é chamado de “ágape”, mas podemos traduzir por “amor de Deus ou de Jesus”. Diferente dos demais conceitos de amor, Jesus ama incondicionalmente. Diferente também do amor platônico, o ágape é o amor que não fica no campo idealista, extrapola isto, pois Deus toca o sofrimento, se envolve na angústia, se aproxima para fazer companhia. É o amor de completo envolvimento.
Como está escrito em Romanos 5.8 “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” E ainda em João 3.16: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jesus, o nosso Deus salvador nos ama de modo surpreendente.
Este mesmo Jesus que ama, é o mesmo que chama para uma vida diferente. Saiba que na solidão, Ele se faz presente ao seu lado; na sua angustia, Ele se aproxima para confortar; na sua desilusão, Ele revela o seu amor.
O amor divino, é tão magnífico que absolutamente nada, pode atrapalhar esse amor. Abra seu coração para Jesus e lembre-se que ninguém pode impedi-Lo de amar você, Como está escrito: Romanos 8.38-39 “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

terça-feira, 29 de março de 2011

Reclamar é fácil, e louvar?

É difícil encontrar pessoas dispostas a encarar grandes desafios, mas é muito fácil encontrar pessoas dispostas a reclamar. Pode-se fazer o teste na fila do banco. Basta começar reclamar da demora que você se torna popular e muitas pessoas estarão prontas a ajudá-lo na tarefa de falar.
Quero, a partir dos conceitos do Salmo 150, apresentar uma nova alternativa que é a do louvor. É um salmo de alegria, é um salmo musical que forma uma verdadeira orquestra de vida em louvor a Deus. A expressão “Aleluia” marca o seu início e fim. De modo que a essência apresentada é o louvor a Deus. Logo após a primeira expressão, o Salmo nos mostra que Deus é extremamente grande e no alto lugar, está pronto a receber o louvor como se lê: “Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder”.
Após isto, descobrimos que o salmista, faz um alerta mostrando os motivos para o louvor a Deus. “Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.” Deus realiza feitos extraordinários e por isso é merecedor de receber louvores, sem deixar de destacar a Sua grandiosidade.
Ao chegar à parte central do salmo, depara-se com a prática para o dia a dia e é aqui que chamo sua atenção, pois o texto apresenta bem mais que uma maneira adequada para o louvor a Deus. Existe uma relação de instrumentos musicais e poderíamos limitar as palavras da poesia dizendo que o louvor se dá quando cantamos e tocamos, mas ouso dizer que é bem mais que isto. Para perceber, é necessário observar a utilização de cada instrumento mostrado aqui. O som da trombeta era para as guerras, o saltério e a harpa utilizados para acompanhar o canto, adufes e danças era a representação das festas, os instrumentos de cordas e as flautas eram instrumentos para se ouvir e os címbalos novamente lembram as festas feitas ao Senhor Deus. Com isto, fica claro que se deve louvar a Deus, isto é; ter um coração agradecido em todo lugar, em todo tempo e em toda circunstância. Seja nas guerras ou provações, nas festas ou encontros familiares, nas igrejas ou em nosso cotidiano, podemos e precisamos louvar a Deus.
Por fim a poesia destaca que todos necessitam desenvolver esta característica de louvar a Deus quando diz: “todo ser que respira louve ao Senhor”.